Estou abrindo mão do que não é recíproco. Me desligando da falta de contato, de afetividade, de entrega, de igualdade.
Porque eu sempre fui totalmente entregue. Quando eu nasci, eu resolvi vir de braços abertos e minha mãe sentiu todas as dores possíveis do parto, porque eu vinha com vontade.
E quando eu cheguei, eu chorei porque sabia que seria difícil dar conta de tanta sensibilidade e sentimento.
E eu sinto muito, mas eu só sei sentir muito.
Eu percebi que não vou me diminuir para tentar agradar ou buscar o que não quer ficar. Eu só posso desejar o que já tenho e/ou o que sempre tive. Porque quando eu nasci esticando os braços, eu sabia que iria querer alcançar tudo... Até perceber que nem tudo está ao meu alcance (ainda) e que algumas pessoas não querem ser alcançadas.
E eu senti. Senti todos os golpes como machadadas nas minhas verdades. Como se eu pudesse sempre me recolher e me esconder naquele quintal quando alguém me magoava ou chorar com a cabeça enterrada no travesseiro.
Mas não, não mais.
Hoje eu já falo sobre as verdades, encaro você e te digo o que você também precisa ouvir. Não guardo mais as palavras, justamente porque tenho apostado na tal reciprocidade.
Palavra bonita, mas muitas vezes dura.
E quando eu era criança, desde cedo eu percebi que as trocas não eram sempre igualitárias. Na adolescência, que a justiça nem sempre prevalece. E eu mesmo nem sempre era justo comigo.
E eu compreendi, então, que precisava aceitar o que sinto, abraçar isso e responder: sentindo. Sendo recíproco com o que é meu.
Esse ano eu entendi que algumas pessoas escolhem ir. Amigos, amores, conhecidos... Mas o ciclo não tem pausa: outros seres chegam. E eu resolvi investir pesado.
Mas somente no que vejo alguma luz.
Porque quando eu nasci eu não sabia que poderia tanto, mesmo partindo do pouco.
Que eu saberia tanto, mesmo sabendo quase nada.
E que eu aprenderia a renascer, mesmo achando que havia morrido por dentro.
Porque eu precisei passar pelo renascimento.
E renascendo, eu entendi...
Eu preciso abrir mão do que não é recíproco se quiser estender meus braços completamente e na direção correta.
Porque eu sempre fui totalmente entregue. Quando eu nasci, eu resolvi vir de braços abertos e minha mãe sentiu todas as dores possíveis do parto, porque eu vinha com vontade.
E quando eu cheguei, eu chorei porque sabia que seria difícil dar conta de tanta sensibilidade e sentimento.
E eu sinto muito, mas eu só sei sentir muito.
Eu percebi que não vou me diminuir para tentar agradar ou buscar o que não quer ficar. Eu só posso desejar o que já tenho e/ou o que sempre tive. Porque quando eu nasci esticando os braços, eu sabia que iria querer alcançar tudo... Até perceber que nem tudo está ao meu alcance (ainda) e que algumas pessoas não querem ser alcançadas.
E eu senti. Senti todos os golpes como machadadas nas minhas verdades. Como se eu pudesse sempre me recolher e me esconder naquele quintal quando alguém me magoava ou chorar com a cabeça enterrada no travesseiro.
Mas não, não mais.
Hoje eu já falo sobre as verdades, encaro você e te digo o que você também precisa ouvir. Não guardo mais as palavras, justamente porque tenho apostado na tal reciprocidade.
Palavra bonita, mas muitas vezes dura.
E quando eu era criança, desde cedo eu percebi que as trocas não eram sempre igualitárias. Na adolescência, que a justiça nem sempre prevalece. E eu mesmo nem sempre era justo comigo.
E eu compreendi, então, que precisava aceitar o que sinto, abraçar isso e responder: sentindo. Sendo recíproco com o que é meu.
Esse ano eu entendi que algumas pessoas escolhem ir. Amigos, amores, conhecidos... Mas o ciclo não tem pausa: outros seres chegam. E eu resolvi investir pesado.
Mas somente no que vejo alguma luz.
Porque quando eu nasci eu não sabia que poderia tanto, mesmo partindo do pouco.
Que eu saberia tanto, mesmo sabendo quase nada.
E que eu aprenderia a renascer, mesmo achando que havia morrido por dentro.
Porque eu precisei passar pelo renascimento.
E renascendo, eu entendi...
Eu preciso abrir mão do que não é recíproco se quiser estender meus braços completamente e na direção correta.

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